terça-feira, 12 de junho de 2018

GUERRA DECLARADA




Diziam “a guerra civil não declarada”
A guerra foi declarada, como sempre na calada
Os palácios devem ser destruídos com as pessoas dentro
O poder é um vício
As mansões devem ser destruídas com as pessoas dentro
O luxo é um vício
Diziam “sem violência”
A violência das elites vem á cacetadas e canetadas
A ganância avança e a miséria prospera
A ambição de um mundo justo
O orgulho dita as leis dos “bem nascidos”
O sujeito digno subjugado, luta
Diziam “conciliação entre as classes”
Paz entre nós, guerra aos senhores
Entre o choro da mãe do peão, que chore a mãe do patrão
Que cada gole dos seus coquetéis, que caía um coquetel molotov em você
Entre o seu privilégio, que permaneça os meus direitos
Suas asas serão cortadas á facadas, o grito dos excluídos te cala
Diziam “ame-o ou deixe-o”
Amamos a vida, morra você que quer a ver destruída
A idolatria do cifrão, o meu fuzil na mão
Vagabundos e párias, não sou pobre de direita
Somos proletários e não tememos nada, nem o trabalho
A elite política enforcada com as tripas da elite financeira
OTÁVIO SCHOEPS

domingo, 10 de junho de 2018

Era de se esperar


Era de se esperar
De comum os defeitos
Uns a controlar seus feitos
Outros a deixar aflorar

Era de se esperar
A vontade passar
E passou...
E aquilo que queríamos,
Já esquecemos
Era de se esperar
Outra vontade chegar
Com os mesmos dissabores
Que satisfazem o ego
Era de se esperar
A calma chegar
A esperança controlar
O mal calar
OTÁVIO SCHOEPS

De meias verdades e inteiras mentiras


Quem vive de aparência
Nega a transparência
Minha experiência
É esconder a essência

De cenas avassaladoras
Da alma desbravadora
De palavra consoladora
Da matéria libertadora

Quem morre de vivência
Nega saliência
Minha sobrevivência
É achar a inocência

De mentes transformadoras
De alma amadora
De palavra abrasadora
De verdade contestadora
OTÁVIO SCHOEPS

Velocidade alta e Luz baixa


Troveja e relampeja
A água que cai mais suja do que limpa
Velocidade alta e  luz baixa
Ré dada e volta atrás

Tremor e furor
O chão abre mais humanos do que vermes caem
Velocidade alta e luz baixa
Para baixo e sem parada

Cinismo e ódio às claras
A luz mais cega do que ilumina
Velocidade alta e luz baixa
Parado e embriagado

Veneno e cisma às escuras
A treva mais brilha do que assusta
Velocidade alta e luz baixa
Para os lados opostos, há saída

OTÁVIO SCHOEPS

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Do alto do muro eu vejo


O palácio lá no alto, palácio do planalto, casa branca, casa rosada
O palácio nos diz quem manda
As negociatas são feitas, as ideologias são reescritas num tom de hipocrisia
O palácio e suas escadas tão descritas e admiradas, pelos seus pés sujos seguidos

O palácio e as palmas das mãos
Que lado é mais sujo? Os pés no chão ou a mão que abraça a corrupção?
O palácio de areia caí sobre o chão, assim como seus pobres sonhos
Que lado sombrio estamos discursando? sobre essas areias dispostas sobre o chão?
O palácio limpo de toda corrupção? Tão surreal, propaganda vendida

Vendida, seus lucros e seus dividendos, estejamos atentos
Seus olhos brilham numa escuridão sem fim
Sua boca emudece num silêncio sem fim
Eis o nosso fim

O palácio caí
O verbo caí
A vida se esvaí
E por fim, vamos nós,,,até um fim


OTÁVIO SCHOEPS

MACACOS


Os interesses falam tão alto que nos ensurdecem
As atitudes nos denunciam de forma gritante
A massa surda à razão comem palavras como se fosse ração
O objetivo é claro o público bancando o privado

Os interesses enxergam tão longe que nos cegam
As atitudes nos camuflam de forma exuberante
A massa cega a visão e enxergam luz onde há escuridão
O objetivo é escuso o uso do dinheiro público

Os interesses vão além da nossa vã compreensão
As atitudes são de desdém
A massa batida, moldada e levada ao forno
O objetivo é o legado, sua deixa é uma nação de mãos-atadas

Temerosos estamos da perda total
Tucano é o aviso final
Ave de rapina lesa-pátria
Bem-te-vi nos roubos e furtos

OTÁVIO SCHOEPS

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Guerreira



Em suas mãos sempre uma bandeira ou um cartaz
Em seus olhos amorosos e esperançosos
Ouço sua sua voz ao longe, de um brado calmo
Ouço seus conselhos e seus anseios

Vejo o seu jeito peculiar ao lidar com o cotidiano
Vejo seus passos, sua sombra e sua luz
Me perco nos seus devaneios
Me perco na sua presença

Em seu toque suave tudo muda
Em seu toque o peso alivia
Sinto seu cheiro numa brisa
Sinto seu andar numa pluma

Seus olhos verdes se avermelham
Seus olhos verdes iluminam
Sinto a força da sua luta
Sinto a luta que te move

OTÁVIO SCHOEPS

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Tempos Patéticos



Tempos loucos e momentos patéticos
Se manifestam no domingo pra não atrapalhar o trafego
O uniforme da CBF
Tempos pós-modernos e momentos patéticos
Se manifestam na quarta-feira se atrapalhando e ao governo pedindo arrego
O colete da CUT

Tempos estranhos e momentos patéticos
É ver a Katia Abreu distribuindo churrasquinho ao MST
É ver o MTST pedindo divida ao minha casa minha vida
Tempos proféticos e momentos patéticos
É ver Eduardo Cunha multiplicando dinheiro na Suiça
É ver fariseu posando de cristão

Tempos de traições e momentos patéticos
É ter um partido aliado que acusa
É ter uma ponte para o futuro
Tempos surreais e momentos patéticos
É ter treta na padaria entre coxinha e enroladinho
É ter massa manipulada e podre

Tempos acéfalos e momentos patéticos
Trio-elétrico e coreografias fazem parte da festa
Pato gigante, volta da ditadura (que nunca foi)
Tempos microcéfalos e momentos patéticos
Trio-elétrico e bandeiras podres fazem parte da festa
Colete vermelho e pão com mortadela


"Que a lama da Vale levem coxinhas do Brasil Livre e enroladinhos do Povo Sem Medo, pois
da lama vieram para a lama voltarão"



OTÁVIO SCHOEPS