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terça-feira, 4 de novembro de 2014

A SAGA ÉPICA DE MINHA ESPÉCIE: Anthropos


Homem! Criatura errante que tem rastejado
improficuamente pelos séculos em fúria.
Primata descarado que vive acorrentado
à fria ampulheta de luzes e trevas da História.

Macaco matreiro que caiu da árvore,
seu bipedismo conferiu-lhe evolucionária vantagem
para percorrer a geografia de todo o orbe terrestre.

Sobreviveu estoicamente à glaciação das eras
deixando pintada nas paredes das cavernas
a imagem ocre de suas mais vãs crenças e ilusões.

Lascou sorrateiramente a obsidiana e domesticou o fogo,
as constelações, os cereais, o falcão e o lobo...
Tendo vertigens, interrogo-me: quem te domesticará, ó Homem?

Ah Homem! Olhando fixamente para o espelho 
reconheço-me sinistramente em sua figura,
pois quantas vezes largados feridos e desolados
uivamos incompreensivelmente, juntos, a noite, à luz da lua
 as mais nuas e profundas angústias existenciais de nossa espécie?

Homem! No torpor de nossa raça, no turbilhão das gerações
o fruto amargo de seus genes condena-me, ó ser mundano...
Pois já fui habilis, já fui erectus, sou sapiens
e agora só me resta: SER HUMANO...


RODRIGO PETIT- 29|10|14
Poeta das Causas Perdidas





sábado, 27 de abril de 2013



QUEM SOU EU?

Eu sou brasileiro, 
Sou indígena! 
A mata e as florestas:
Oxóssi e o deus Tupã!

Sou africano, 
O sol e a selva!
Sou guerreiro:
Xangô, Ogum e Iansã!

Sou europeu, 
O inverno e a ganância! 
Ciência, tecnologia e fé cristã!

Sou um pouco de tudo, 
E um muito do nada...
Produto da história:
Misturado a retóricas vãs...

Rodrigo Petit 24/04/13

Este poema é uma homenagem minha a  Darcy Ribeiro, Milton Santos, Eduardo Galeano e a todos os teóricos que fizerem nós brasileiros termos uma visão mais crítica e menos eurocêntrica de nossa história e de nossa identidade cultural. Ass-Petit

sábado, 28 de janeiro de 2012

Poema ao Brasil


Brasil, ó meu Brasil!
Gentil pátria que me pariu...
País de encantos e desencantos mil.
És tu! Ó pátria amada Brasil...

Brasil, meu Brasil sorridente...
Da diferença indiferente,
Dos teus filhos que sentem,
A tua presença ausente...

Brasil, nosso Brasil brasilizado...
Dos governantes desgovernados,
Dos atores atordoados,
Dos informantes desinformados...

Da arte mercantilizada,
Da virtude desvirtuada,
Da moral desmoralizada:
Isto é o fim da picada!

De encantos e desencantos mil...
És tu:
Ó Pátria amada Brasil!!!

Autor: Rodrigo Petit-10/01/07
https://www.facebook.com/poesiadocaos