BIPOLARIDADE
Nessa terra das quatro estações
Sou apenas bipolar
Nessa terra de dois pólos, norte e sul
Sou apenas bipolar
Sou a tese, a antítese e a síntese
Sou o pólo positivo, negativo e o equilíbrio
Sou o caos, a ordem e revolução
Sou o solo, seco e molhado
Nesse céu azul de nuvens carregadas
Sou a chuva de verão
Nesse céu tempestuoso, trás a vida e destruição
Sou a chama apagada a tempestade
Sou a conservação pós-revolução
Sou a hora perdida no horário de verão
Sou o passado e o presente sem futuro
Sou a maldição da repetição
OTÁVIO SCHOEPS
O blog Lâminas Verbais foi criado com o intuito de envolver formas de cultura, mas principalmente de contra-cultura: promover debates diretos e sinceros sobre o mundo, a sociedade e o Brasil. Apresentaremos aqui, também, análises de pensamentos, literatura, poesia, música, filmes, documentários e mecanismos de conscientização e reflexão. Acesse,leia, pense,repense!
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
terça-feira, 12 de junho de 2018
GUERRA DECLARADA
A guerra foi declarada, como sempre na calada
Os palácios devem ser destruídos com as pessoas dentro
O poder é um vício
As mansões devem ser destruídas com as pessoas dentro
O luxo é um vício
Os palácios devem ser destruídos com as pessoas dentro
O poder é um vício
As mansões devem ser destruídas com as pessoas dentro
O luxo é um vício
Diziam “sem violência”
A violência das elites vem á cacetadas e canetadas
A ganância avança e a miséria prospera
A ambição de um mundo justo
O orgulho dita as leis dos “bem nascidos”
O sujeito digno subjugado, luta
A violência das elites vem á cacetadas e canetadas
A ganância avança e a miséria prospera
A ambição de um mundo justo
O orgulho dita as leis dos “bem nascidos”
O sujeito digno subjugado, luta
Diziam “conciliação entre as classes”
Paz entre nós, guerra aos senhores
Entre o choro da mãe do peão, que chore a mãe do patrão
Que cada gole dos seus coquetéis, que caía um coquetel molotov em você
Entre o seu privilégio, que permaneça os meus direitos
Suas asas serão cortadas á facadas, o grito dos excluídos te cala
Paz entre nós, guerra aos senhores
Entre o choro da mãe do peão, que chore a mãe do patrão
Que cada gole dos seus coquetéis, que caía um coquetel molotov em você
Entre o seu privilégio, que permaneça os meus direitos
Suas asas serão cortadas á facadas, o grito dos excluídos te cala
Diziam “ame-o ou deixe-o”
Amamos a vida, morra você que quer a ver destruída
A idolatria do cifrão, o meu fuzil na mão
Vagabundos e párias, não sou pobre de direita
Somos proletários e não tememos nada, nem o trabalho
A elite política enforcada com as tripas da elite financeira
Amamos a vida, morra você que quer a ver destruída
A idolatria do cifrão, o meu fuzil na mão
Vagabundos e párias, não sou pobre de direita
Somos proletários e não tememos nada, nem o trabalho
A elite política enforcada com as tripas da elite financeira
OTÁVIO SCHOEPS
domingo, 10 de junho de 2018
Era de se esperar
De comum os defeitos
Uns a controlar seus feitos
Outros a deixar aflorar
Uns a controlar seus feitos
Outros a deixar aflorar
Era de se esperar
A vontade passar
E passou...
E aquilo que queríamos,
Já esquecemos
A vontade passar
E passou...
E aquilo que queríamos,
Já esquecemos
Era de se esperar
Outra vontade chegar
Com os mesmos dissabores
Que satisfazem o ego
Outra vontade chegar
Com os mesmos dissabores
Que satisfazem o ego
Era de se esperar
A calma chegar
A esperança controlar
O mal calar
A calma chegar
A esperança controlar
O mal calar
OTÁVIO SCHOEPS
De meias verdades e inteiras mentiras
De cenas avassaladoras
Da alma desbravadora
De palavra consoladora
Da matéria libertadora
Quem morre de vivência
Nega saliência
Minha sobrevivência
É achar a inocência
De mentes transformadoras
De alma amadora
De palavra abrasadora
De verdade contestadora
Da alma desbravadora
De palavra consoladora
Da matéria libertadora
Quem morre de vivência
Nega saliência
Minha sobrevivência
É achar a inocência
De mentes transformadoras
De alma amadora
De palavra abrasadora
De verdade contestadora
OTÁVIO SCHOEPS
Velocidade alta e Luz baixa
A água que cai mais suja do que limpa
Velocidade alta e luz baixa
Ré dada e volta atrás
Tremor e furor
O chão abre mais humanos do que vermes caem
Velocidade alta e luz baixa
Para baixo e sem parada
Cinismo e ódio às claras
A luz mais cega do que ilumina
Velocidade alta e luz baixa
Parado e embriagado
Veneno e cisma às escuras
A treva mais brilha do que assusta
Velocidade alta e luz baixa
Para os lados opostos, há saída
OTÁVIO SCHOEPS
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Do alto do muro eu vejo
O palácio lá no alto, palácio do planalto, casa branca, casa
rosada
O palácio nos diz quem manda
As negociatas são feitas, as ideologias são reescritas num
tom de hipocrisia
O palácio e suas escadas tão descritas e admiradas, pelos
seus pés sujos seguidos
O palácio e as palmas das mãos
Que lado é mais sujo? Os pés no chão ou a mão que abraça a
corrupção?
O palácio de areia caí sobre o chão, assim como seus pobres
sonhos
Que lado sombrio estamos discursando? sobre essas areias dispostas
sobre o chão?
O palácio limpo de toda corrupção? Tão surreal, propaganda
vendida
Vendida, seus lucros e seus dividendos, estejamos atentos
Seus olhos brilham numa escuridão sem fim
Sua boca emudece num silêncio sem fim
Eis o nosso fim
O palácio caí
O verbo caí
A vida se esvaí
E por fim, vamos nós,,,até um fim
OTÁVIO SCHOEPS
MACACOS
Os interesses falam tão alto que nos ensurdecem
As atitudes nos denunciam de forma gritante
A massa surda à razão comem palavras como se fosse ração
O objetivo é claro o público bancando o privado
Os interesses enxergam tão longe que nos cegam
As atitudes nos camuflam de forma exuberante
A massa cega a visão e enxergam luz onde há escuridão
O objetivo é escuso o uso do dinheiro público
Os interesses vão além da nossa vã compreensão
As atitudes são de desdém
A massa batida, moldada e levada ao forno
O objetivo é o legado, sua deixa é uma nação de mãos-atadas
Temerosos estamos da perda total
Tucano é o aviso final
Ave de rapina lesa-pátria
Bem-te-vi nos roubos e furtos
OTÁVIO SCHOEPS
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Guerreira
Em suas mãos sempre uma bandeira ou um cartaz
Em seus olhos amorosos e esperançosos
Ouço sua sua voz ao longe, de um brado calmo
Ouço seus conselhos e seus anseios
Vejo o seu jeito peculiar ao lidar com o cotidiano
Vejo seus passos, sua sombra e sua luz
Me perco nos seus devaneios
Me perco na sua presença
Em seu toque suave tudo muda
Em seu toque o peso alivia
Sinto seu cheiro numa brisa
Sinto seu andar numa pluma
Seus olhos verdes se avermelham
Seus olhos verdes iluminam
Sinto a força da sua luta
Sinto a luta que te move
OTÁVIO SCHOEPS
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