sábado, 30 de abril de 2011

RESISTENCIA

A Resistência de um povo contra as investidas do Estado e do Capital.

Vejam:



Este vídeo é fruto de um trabalho desenvolvido no Chile pelo grupo Avalanche Missões Urbanas - aqui do Brasil. O mesmo retrata a luta do povo Mapuche ( também conhecido como Araucanos ), um povo indígena que que nunca aceitou a dominação dos espanhóis e que luta até os dias de hoje para manter seu legado cultural, sua autonomia e seu direito a terra.
Do outro lado está o estado Chileno, onde mora a opressão estatal e a lógica do capital, que busca fagocitar esse povo. O que começou pelas mãos da Coroa Espanhola tem continuidade pelas mãos do governo Chileno, mas o povo Mapuche não há de se entregar, pois o espírito aguerrido destes humanos é mais forte que qualquer opressão do estado e do capital.
Amigos, lamento não poder escrever algo com maior embasamento, pois confesso ter tomado conhecimento dessa situação a pouco tempo. Entretanto prometo pesquisar sobre o assunto e postar uma 2ª parte.


Abraços


Marco Aurélio

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Digger's Song

Digger's Song ou Levellers and Diggers




You noble diggers all stand up now
The wasteland to maintain sin (?) cavaliers by name
Your digging does maintain and persons all defame
Stand up now, stand up now
Your houses they pull down stand up now, stand up now
Your houses they pull down, stand up now
Your houses they pull down to fright your men in town
But the gentry must come down and the poor shall wear the crown
Stand up now diggers all
With spades and hoes and plows stand up now, stand up now
With spades and hoes and plows, stand up now
Your freedom to uphold sin (?) cavaliers are bold
To kill you if they could and rights from you to hold
Stand up now diggers all
The gentry are all round stand up now, stand up now
The gentry are all round stand up now
The gentry are all round on each side the are found
Their wisdom so profound to cheat us of our ground
Stand up now stand up now
The lawyers they conjoin stand up now stand up now
The lawyers they conjoin stand up now
To rescue they advise, such fury they devise, the devil in them lies
And hath blinded both their eyes
Stand up now, stand up now
The clergy they come in stand up now, stand up now
The clergy they come in stand up now
The clergy they come in and say it is a sin
That we should now begin our freedom for to win
Stand up now diggers all
'Gainst lawyers and 'gainst priests stand up now stand up now
'Gainst lawyers and 'gainst priests stand up now
For tyrants they are both, even flat against their oath
To grant us they are loathe free meat and drink and cloth
Stand up now diggers all
The club is all their law, stand up now stand up now
The club is all their law, stand up now
The club is all their law, to keep all men in awe
That they no vision saw to maintain such a law
Stand up now diggers all

Os Diggers formaram juntamente com os Levellers, Quakers e Hunters uma resistência radical na Inglaterra do século XVII contra as trnsformações políticas e religiosas. Revindicavam a reforma agrária, anti-clericalismo e questionavam os valores da propriedade privada, aliás, tomavam as terras do estado e da igreja para cultiva-las (Isso em 1646!).Eram liderados  por Gerrard Winstanley, que apesar de cristão criticava os valores religiosos. Um excelente livro que relata esses acontecimentos é  " O Mundo De Ponta-Cabeça" de Christopher Hill, que ao decorrer de todo livro se esforça para mostrar o lado esquecido pela história da revolução gloriosa, com seu estudo passa a dar voz ativa ao povo que até então não passava de espectador.A luta desses grupos de origem simples nos táz uma voz, um grito, uma súplica por igualdade, um basta a exploração. Porém ao analisar-mos nossa sociedade vemos que essas necessidades igualitárias ainda não foram alcançadas, após as revoluções burguesas uma nova ordem entrou em cena mas as condições da classe trabalhadora praticamente não mudaram,grupos de sem-terra ainda são frequentes, desigualdade na destrubuição de terras também, alienação religiosa ainda se faz presente. Então, quando virão os novos Diggers?

Renan Bonassa

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Os guerreiros do Arco-Iris"

E ai galera, tudo bem?

Hoje, como cada um ja se aprimorou em certa area do blog, vou recomendar mais um documentario, mas que dessa vez é um que realmente me chamou a atenção.

O nome do documentario é "The Rainbow Warriors of Waiheke Island" e no Brasil "Os Guerreiros do Arco-Iris". O filme se passa na metade dos anos 70, e fala de um grupo de pessoas dentro do Greenpeace que resolveu lutar contra os navios-baleeiros. O filme trata de maneira muito honesta a vida destas pessoas, mostra a precariedade de equipamentos, com os quais eles tinham de passar meses em alto-mar, a dificuldades e perigos da luta diaria. O filme da enfoque em algumas partes, que realmente marcam, como a equipe do "Rainbow Warrior" (Nome do barco), indo resgatar o povo de uma pequena ilha que tinha sofrido testes de bombas nucleares norte-americanas, e a morte de alguns integrantes pelo ataque violento de alguns baleeiros. O filme ainda mostra a vida atual dos agora ex-integrantes do Greenpeace, que lutaram no Rainbow Warrior, mostra a comunidade alternativa criada por eles na ilha de Waiheke (Nova Zelandia), que vive principalmente do plantio familiar e da venda de geléia feita por eles.

Para mim, o filme marcou muito, pelos ideiais "esquerdistas", mas principalmente pelo ativismo contra o abate de animais.



Existem hoje em dia varios grupos que atuam contra os baleeiros, mas como o Greenpeace hoje é uma "multinacional", gosto de citar os caras do Sea Sepherd, que realmente fazem uma luta focada e direta. Eles tem um programa no Animal Planet chamado "Whale Wars", que retrata a vida diaria deles no barco, as lutas e ataques sofridos, vale a pena!

Vejam e comentem...


Thales B. Souzedo

domingo, 24 de abril de 2011

Não sei


Ideias vão e vem
E eu não sei o que fazer
Problemas vão e vem
E eu não sei pra onde correr
Angustias vão e vem
E eu não sei onde me esconder
Esculachos vão e vem
E eu não sei o que dizer
Tropeços vão e vem
E eu não sei como me manter
Tiros vão e vem
E eu não sei como me defender

E assim se passaram anos
Onde poeira e teias de aranha
Se confundem com minha pele

E hoje já não sei
O que é verdade
E o que é  mentira

OTÁVIO SCHOEPS

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pena - O Teatro Mágico

Olá pessoal, trago a vocês, nesta sexta-feira santa, uma música da banda independente "O Teatro Mágico".
Esta música é uma crítica a funesta face comercial da arte, repleta de alusões e alegorias que remetem a forte presença do capital nas produções artísticas. O que tira por completo o caráter espontâneo da arte, transformando-a em uma mercadoria como qualquer outra.
Parte do cenário independente da musica brasileira, "O Teatro Mágico" vêm a muito tempo lutando contra a vinculação da música as grandes gravadoras e aos grandes veículos de mídia. Produzindo sua arte de modo independente e a distribuindo de modo gratuito, alcançou grande público.
Afinal, quem deve decidir como produzir e como distribuir seu trabalho artístico é ninguém mais ninguém menos que o próprio artista. Espero que gostem da postagem e que venham somar ao debate. Forte abraço a todos, tenham um ótimo feriado.



O poeta pena
Quando cai o pano e o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é cédula mãe solteira

O poeta pena
Quando cai o pano e o pano cai
Acordes em oferta
Cordel em promoção
A prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
Luz acesa
Lá se dorme um sol em mi menor

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

O palhaço pena
Quando cai o pano e o pano cai
A porcentagem e o verso
Rifa, tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena
Quando cai o pano e o pano cai
Meu museu em obras
Obras em leilão
Atalhos retalhos e sobras
A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
Luz acesa
Já se abre um sol em mi maior

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior


Composição: Fernando Anitelli E Maíra Viana






Marco Aurélio



quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Vosso Tanque General...

O Vosso Tanque General...




O Vosso Tanque General, É Um Carro Forte
Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista

O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.

O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar

Bretold Brecht


Este é mais um poema de Betold Brecht que aqui comento, não quero me passar por repetitivo, mas a profundidade que seus escritos contém transcende qualquer tentativa de desculpas. Nesse texto Brecht nos mostra toda engenhosidade destrutiva que a humanidade pode criar, porém, mesmo com todo aparato militar e toda tecnologia a seu dispor a racionalidade humana (que esporadicamente aparece na história) continua sendo o calcanhar de Aquiles daqueles que buscam através da alienação prosseguir com suas guerras corporativas onde não importa quem ganha, só importa manter a máquina militar alimentada do sangue e da esperança dos que possuem recursos de interesse dos poderosos.


Renan Bonassa

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Господа и слуги"

Bom pessoal, estas 2 semanas que passaram a gente atrasou um pouco, mas após o feriado a gente tenta ser mais pontual (sei!!!). Então...hoje, a pedidos do Marco Aurelio, vulgo "Che", vou fazer a resenha de um livro que terminei de ler semana passada. O livro no caso é "Senhor e Servo" de Lev Nikoláievich Tolstói ou Leon Tolstói.



Antes de le-lo, não conhecia muito sobre Tolstói, mas o livro me chamou a atenção pela maneira tão diferente que ele trata a luta de classes.

O livro conta a historia de um senhor de terras, chamado Vassili Andreitch, e seu servo (no livro "Mujique") Nikita. A historia se passa na gélida Russia, logo após o feriado de São Nicolau. Vassili tem que fazer uma viagem de negocios, e leva Nikita consigo, para ajudar na jornada. Mas em meio a forte nevasca, se perdem, e para sobreviverem tem de deixar as castas sociais de lado, e se ajudarem como podem para conseguir passar pela noite sem morrerem congelados.
A historia é regada a tensão e ansiedade, medo e angustia, e partes realmente comoventes, com a imagem de neve e frio petrificante sempre permanentes. Uma das coisas legais de Tolstói, era que ele era um cara muito ligado com a natureza e o anarquismo. O lado da natureza esta estampado na imagem de Nikita, o obediente e solicito servo, que cuida dos animais e conhece os segredos da floresta, e o lado anarquista fica cada vez mais agudo, quando a situação demanda, e que no caso, é o ponto chave da historia.

O livro é incrivel, e é bem curto. Vale muito a pena!! É uma verdadeira lição de humildade, ainda mais em tempos tão individualistas como os nossos.

A versão que eu peguei, ainda vem com outros dois contos dele, sendo o segundo, "O prisioneiro do cáucaso" e o terceiro, "Deus vê a verdade, mas custa a revelar".

LEIAM!!!


Atenciosamente
Thales B. Souzedo

domingo, 17 de abril de 2011

Seguir a multidão

     

Seguir a multidão
Ou cravar os pés no chão
Histeria coletiva
Alegria e euforia
Estupros e covardia

Seguir a multidão
Ou cravar os pés no chão
Aceito com receio
O corpo corroído e possuído
Pensamento insano
Sofrimento posto e imposto

Seguir a multidão
Ou cravar os pés no chão
Linchamento sem julgamento
Exército alienado, somos um só
Mas eu sou um grão de areia
Nesse saco chamado mundo

Seguir a multidão
Ou cravar os pés no chão
A um passo da revolução
A um passo da repressão
Caminho percorrido
Sem rastro pra não ser seguido

Seguir a multidão
Ou cravar os pés no chão
Só me resta juntar os cacos
Chorar o leite derramado
As cabeças cortadas
Os corpos pisoteados
Os livros queimados
A consciência pesada e a ressaca

OTÁVIO SCHOEPS