sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quatro patas


Num amigo de quatro patas
Encontramos no olhar
Um amor incondicional
Puro e irracional

Eu chego, o rabo
E ele se agita e pula
Se sente cansado e baba
Descansa e se coça

Algo mais belo
Que ver o seu cão
Correndo num parque gramado?
Um pouco de liberdade

Chuvas e correntes me preocupam
O cão não sorri
O cão vegeta
O cão não existe


OTÁVIO SCHOEPS

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Do Esgotamento à Ação


Do Esgotamento à Ação

Nascemos durante o sepultamento da razão;
Olhamos mas não percebemos;
Vemos mas não sentimos;
Somos mortos andantes em meio ao progresso do abismo;
Sorrimos, um sorriso amarelo, falso,
Descrente, que desmascara e desmazela o ser;
Caminhamos para onde?
Para quê?
Distopias não nos parecem longínquas;
São nossas rotinas perdidas, jogadas, repartidas, sentidas e captadas ao vento;
Sentidos dos quais se fazem minguar, realidades que se evaporam e sonhos que
Se deixam de sonhar;
Tempos de esgotamento! criativo, sensitivo, ideológico, social, esgotamento moral;
Discursos, falácias, partidos, coletivos, farsas!;
Nos leva para onde?
Para quê?
Esperanças
Para onde?
Para quê?
Sonhos
Para aonde?
Para quê?
"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa"¹
E nos encontramos cegos, impotentes, insensíveis, incrédulos, inócuos, frente descorrente,
frente desconexa, frente que se demonstra fria com o suave vazio do ser;
Sejamos francos com nós mesmos, para onde queremos ir? e para quê?
Nadando na imensidão de nossa vaidade, sonhando em consumir até a ultima gota;
Lhes digo esperança é aquilo que se faz, "sonhe e serás livre de espirito, lute e serás livre na vida"²;
Esperança lhes digo é aquilo que se luta; é aquilo que se constrói, é aquilo que se muda;
Até quando mentiremos à nós mesmos, nos entorpecendo, fugindo e esgueirando da verdade de que
a ação é a força motriz da mudança, a necessidade já se faz gritar, conformismo nesse mundo do jeito que esta
é vazia, é morte, é dor, mudai ó homem e mulher que como eu treme de indignação diante do mal;
mudai pois a indiferença e a pacificidade são armas usadas contra nós mesmos, lutai ao lado de vossos
irmãos que como vós também sentem as amarras que lhes prendem, mas que ninguém lhes ouviu suas queixas
deixai a vaidade dos discursos vazios, deixai as certezas das incertezas que nos prendem, movimentai para
que acordes desse  pesadelo profundo, pois a razão foi sepultada, mas a esperança de um novo mundo ressurge;
pois somos a fênix, ressurgimos, renascemos, e então nos fazemos ser, não esperai acontecer, mudai a si
mudai o mundo, ouça mais do que digas, ensinai aprendendo, sejais a força daqueles ao redor, sejais a lembrança do passado e a força da justiça dos oprimidos, sejais e será, mudai e viverá; a escuridão espreita mas não pensai que eres a luz das respostas não respondidas, das ideias já tanto esquecidas;
sejamos por fim humanos e livres.  

notas: 1-Marx;
 2- Che Guevara;

LUCAS LEANDRO

Lâminas nas copas - Por: Neusir Índio.
















"- O Brasil Amarelou!"


Discordo! Venceu o melhor!
Não pretendia fazer qualquer comentário a respeito do nosso futebol, dito em baixa, mas o Prof. Pedro, sem ironia, insiste.
Pela primeira vez nas história das copas o vencedor foi incontestável.
Os torcedores mais jovens talvez desconheçam que em campeonatos passados nossos gênios da bola "entregaram o jogo", dizem.
Certa vez o galinho, lesionado, foi convocado; viajou sobre a maca, soubemos. Perdeu dois penais na mesma partida, aquela em que o doutor também colaborou para nossa desclassificação... Paolo Rossi, fora de sua melhor forma física, marcou três vezes na boa zaga que não o marcou... Caniggia e Maradona deitaram e rolaram sobre nós... RC, o lateral, abaixou para erguer as meias, a bola entrou e nós choramos mais uma vez...Durante o fenomenal apagão Zidane enfiou mais três vezes e ninguém viu. De bola em bola fomos acumulando revés que somados causam um buraco maior que tomar sete do melhor conjunto de todas as copas. Triste foi o sacrifício do menino, escalar jogador com fratura na vértebra pode? 
Se entregamos aqui também já recebemos lá. Em certa ocasião o Arantes meteu o pau na pátria. Fomos salvos pelo árbitro, Romário e Baggio.
Futebol não é pátria é apenas um esporte, com erros, duvidas, simulações, blefes, pois a regra não é tão clara quanto deveria ser. A vida é assim, um dia perdemos, no outro vencemos, porém esmorecer jamais.
Se dentro das quatro linhas o resultado não foi o esperado, fora das arenas superamos as expectativas e fomos campeões em todos os quesitos, em que pese a frustração dos "contra-tudo".
Os gringos invadiram nossa terra e nossas praias; amaram e agradeceram. A polícia não deu trégua a gregos e troianos. Os melhores do mundo eram crianças e meio a natureza e pureza dos nativos; prometeram voltar, que voltem anotem tantos tentos quanto desejarem e façam felizes aqueles brasileiros que até então só Tupã orava por eles. .


Nota dos campeões:



Os campeões foram obrigados a deixar a taça no aeroporto, pois estava kg mais pesada ( ??? ).

O Cafú estava grudado nela. ( Não resisti ). 





Neusir Índio.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sobre a Palestina e a raiz do mal


Hoje morreu um israelense, uma tragédia sem duvida, mas e quantos do lado Palestino?morreu um civil israelense e agora vão vingar sua morte matando mais quantos civis palestinos? 100.000? todos? hipocrisia, jogos de interesse, assistimos o genocídio em Gaza e nos jogam informações dos quais tentam nos convencer de que as vitimas são os culpados, o único culpado pelo genocídio é a politica sionista que é protegida pelos interesses norte americanos na região....vivemos tempos de violência onde as vitimas nos são mostradas como culpadas, o massacre legitimado pela morte de estudantes dos quais nem se sabe ao certo quem os matou e mesmo que fosse o Hamas, condenar a população a bombardeios, caos e morte, não parece uma medida muito humanista, aliás nos dias atuais que Estado é humanista? aliás quando qualquer Estado nacional foi humanista? o povo, os povos sofrem regulamentações, sofrem impotentes frente a uma força armada, que lhes obriga a escolher representantes mesquinhos que de representante só representa os interesses particulares e de uma minoria elitista que se beneficia desses fantoches "representantes" para oprimir e manter o seus status quo sobre a maioria populacional, essa maioria que sobre N fatores não conseguem perceber que o poder esta em suas mãos e não nos detentores dos meios de produção.....sou solidário ao povo Palestino, mas seria talvez hipocrisia da minha parte defender um Estado Nacional Palestino sendo eu Anarquista, como tal defendo veemente a livre escolha dos povos, a liberdade de escolher o que lhes cabe como interesse conjunto, assim sendo espero que algum milagre (apesar de não acreditar em milagres) ocorra e o massacre vivido pelo povo palestino cesse, Vida longa aos povos! que um dia os oprimidos se levantem e que sejamos capazes de construir um sonho que não esteja amarrado no dinheiro e na mesquinhez do capital, e que ideias voltadas à opressão de qualquer individuo ou animal na face da terra seja considerada uma abominação e e enterrada para sempre..................................eis o meu vomito de angustia pelo que vejo, eis minhas palavras contidas no intimo e expelidas com raiva e desgosto, mas talvez haja esperança, se a natureza destrói para criar a vida, por que não destruir aquilo que nos oprime e nos mata? o que virá não importa, o que importa são as tentativas de buscar modelos e implementa-los na busca de superação de uma realidade que se assemelha muito com pesadelos mas que não os reconhecemos, pois temos medo de admitir, temos medo de pensar e buscar meios de superação, enquanto o medo nos atingir permaneceremos na inercia e assim o mal continuará vencendo.

Lucas Leandro

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Jogos


Os jogos da vida são apostas feitas às cegas
Num labirinto de flores secas
E levam as folhas cinzas
Desse jogo injusto

Jogado às escuras
Jogado aos cantos
Jogado ao poço
Jogado aos prantos

Jogo que não se sabe quem ganha
Não se sabe quem perde
Nesse tempo breve
O que se perde?

Ao fim os louros da glória
Não passa de uma história
Gravada em pedras frias
O povo perdido na própria trilha

OTÁVIO SCHOEPS


domingo, 13 de julho de 2014

Religião, uma verdade absoluta.
















Antes de qualquer coisa gostaria de iniciar este texto dizendo que não pretendo colocar ninguém contra a religião ou contra aqueles que nesta creem.

Infelizmente não é de hoje que a religião tem sido um instrumento para manipulação de pessoas para governar ou obter diversos tipos de poder, como por exemplo, poder aquisitivo. Entretanto o grande problema que dá início a todos os outros é a forma com que a religião é considerada principalmente pela população menos favorecida, quero esclarecer que não é apenas esta camada da população que sofre e sim que muita gente, inclusive esta sofre, de qualquer forma o que estou tentando dizer é que a religião é grande parte das vezes considerada uma verdade universal, absoluta, como justificação do início, meio e fim de todas as coisas.

É por esta forma de conduzir a religião que somos frequentemente levados ao comodismo, esquecendo quão importante é questionar nossa existência, que, particularmente não acredito justificar-se pela vontade de alguém supremo, mas talvez por algo ainda maior que desconheço.
O fato é que quando você coloca algo acima de tudo, digo como justificativa, esquece-se de todo o resto que apesar de ouvirmos “Política e Religião não se discute” discute-se sim, este é apenas um ditado para não percebermos quão próximo ambas as coisas estão.
Existe um trecho do livro “Deus, Um Delírio” do Richard Dawkins que acho incrível, o autor cita que não existem crianças católicas, não existem crianças muçulmanas, simplesmente porque do mesmo modo que uma criança não tem consciência suficiente para ter uma posição sobre economia e política ela não tem para uma posição religiosa. Talvez se não colocássemos a religião acima de tudo não batizaríamos nossos filhos quando nascessem ou os levaríamos desde pequenos nas igrejas ou locais religiosos que frequentamos, assim eles quando tivessem consciência suficiente escolheriam por livre vontade qual religião seguir ou até mesmo não seguir nenhuma religião, o que não é ruim como nos é enraizado que seja.
Por fim, minha última mensagem neste texto inspirada no que alguém uma vez me disse é que independente da religião que você siga ou não siga nunca deixe de questionar, procurar o porquê das coisas mesmo quando parecem ser óbvias ou indubitáveis, para que assim não apenas a ciência, mas a consciência interior de cada um expanda-se mesmo que nunca cheguemos a uma resposta, pois não existe uma resposta universal, assim como uma verdade absoluta.

Karina Faria

domingo, 6 de julho de 2014

Voar




É como se o peito explodisse
E asas surgissem
É como se algo mudasse
Ou voltasse
É como se a vida fizesse sentido
E o passado não pesasse

É como se viver
Não fosse o mesmo de sofrer
É como se andar
Não fosse o mesmo de calejar
É como se voar
Não fosse o mesmo de cair

OTÁVIO SCHOEPS

domingo, 29 de junho de 2014

Livre com corrente



Estou cansada dessa historia
Amor liberal? Individual? Me NEGO a competir com minhas companheiras
Por algumas horas de transa
E uns carinhos de brinde

Só quero amar Amar livre
Como um pássaro que viaja sem rota
Mas sabe que seu ninho estará lá
No mesmo lugar de sempre
No coração

Gabriela Guedes