O blog Lâminas Verbais foi criado com o intuito de envolver formas de cultura, mas principalmente de contra-cultura: promover debates diretos e sinceros sobre o mundo, a sociedade e o Brasil. Apresentaremos aqui, também, análises de pensamentos, literatura, poesia, música, filmes, documentários e mecanismos de conscientização e reflexão. Acesse,leia, pense,repense!
quarta-feira, 25 de junho de 2014
O Girassol e o Violão. por: Isabela Salck
Eram sete sorrisos pintados
Alguns versos gritados
Milhões de beijos para roubar
Mil histórias para contar
Do menino e o vilão
À menina destemida
Do menino da gaita
À menina que tinha medo da vida
Lágrimas escorriam de um belo rosto
Mas o poeta não cessava seus versos de alvoroço
O amor pairava em um canto qualquer
E mesmo de longe atingia o homem e a mulher
Oh, mas que grandes almas
Vestem em mim o manto da calma
Enquanto Belchior é relembrado em lindos tons sentidos
Recordações de momentos que jamais serão esquecidos
Os ventos parecem soprar a nosso favor
E a amizade é o novo tema para uma bela canção
Inspiram rimas soltas de poetas de louvor
Exclamam em versos quentes: SOMOS OS ARTISTAS DESSA GERAÇÃO!
Isabela Salck
terça-feira, 17 de junho de 2014
Vontade que se perde
A vontade de crescer, perde-se quando cresce-se; A vontade de brincar, perde-se quando brinca-se, A vontade da solidão, perde-se quando torna-se solitário; A vontade de comer, perde-se quando alimenta-se; A vontade de transar, perde-se ao gozar, A vontade da independência, perde-se ao fim da dependência, A vontade de dançar, perde-se quando dança-se; A vontade de beber, perde-se ao embebedar-se; A vontade de amar, perde-se quando ama-se; A vontade de ter, perde-se quando tem-se.
Minha
vontade é mutante, é alterada sem por que. Assusta-me o cotidiano, a
mesmice, a rotina. Sou mimada, sou egoísta, quero meus desejos
atendidos, e quando atendidos, a vontade se perde.
Nathália Neves
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Pátria de Chuteira
Brasileiro ou brasílico
Pobre ou rico
Brasileiro é brasa vermelha
O verde e o amarelo dos Bragança e Habsburgo
Classes unidas na política do pão e circo
Essa história positiva é uma piada
Classes unidas num grito de gol
Essa alegria coletiva é uma piada
A pátria de chuteira e dos pés descalços
Do gás lacrimogêneo e da bala de borracha
A pátria da caipirinha e do coquetel Molotov
Dos ônibus lotados e carros blindados
Do carnaval patrocinado e do bloco negro na rua
A festa não pode parar
A pirâmide social não pode mudar
Da Guarda Real de Polícia à Polícia Militar
OTÁVIO SCHOEPS
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Facebook, o moinho de vento da atualidade.
É muito comum ver as pessoas tecendo severas críticas ao Facebook. Embora quase todo mundo use, esbravejar contra essa rede social tem sido um discurso vorazmente repetido, até mesmo pelos mais assíduos usuários.
"Saia do Facebook e vá ler um livro", "meus alunos só pensam em Facebook", "as pessoas vivem uma vida falsa no Facebook". Essas são apenas algumas das falas que se ouve por ai, as mais frequentes eu diria.
No entanto, vejo em todas essas críticas um pensamento raso e uma certa dose de hipocrisia. Afinal, podemos dizer de forma um pouco generalizante que todos, em maior ou menor grau, vivem uma vida falsa. E ora, se pedirmos para atirar uma pedra aquele que nunca usou o Facebook, o numero de projéteis mal daria para fazer um pequeno amontoado.
Será realmente que o Facebook é o grande vilão da atualidade? Será que essa rede social é a causa da falta de leitura e de reflexão sobre a vida? Creio eu que não. Aliás há muitos pontos positivos nessa rede.
Ao meu ver as redes sociais, que se consolidaram com o avanço da internet, criaram novos e práticos espaços de reflexão. Afinal, discutir assuntos como feminismo, questões de gênero, política, tarifa zero etc, se tornou muito mais fácil graças a essa ferramenta.
Podem apostar que existem muitas páginas em que se pode aprender bastante, basta desconsiderar os arruaceiros virtuais e turvadores de debate. Existe muita gente politizada, engajada e estudiosa encampando sua militância pelas redes sociais.
As charges do Latuff, os textos do Sakamoto, as discussões polêmicas do congresso são apenas alguns exemplos de coisas interessantes que são constantemente compartilhadas na rede. Alguém ai vai dizer que se tratam de baboseiras e perdas de tempo?
A questão é que as redes sociais funcionam como uma extensão da praça pública da aldeia, onde se debatem coisas do interesse da sociedade e também baboseiras. Se as redes sociais estão infestadas por assuntos banais e futilidades que servem apenas para fomentar o consumo, também há o outro lado da moeda.
Nem tudo está perdido, as redes sociais podem muito bem funcionar como um aliado. Não percamos nosso tempo enfrentando moinhos de vento.
Claro, de uns tempos para cá o numero de propagandas que o usuário é obrigado a visualizar tem aumentado e turvado a rede social, essa é uma crítica interessante. Além disso as informações compartilhadas na rede também não parecem mais salvaguardadas de vazamentos.
Por esse motivo digo que Facebook é um mar com águas agitadas, traiçoeiras e incertas, mas para aqueles que sabem os cuidados que devem tomar, e as direções para onde devem seguir, é sim uma ferramenta que pode contribuir com o acesso a informações e com o aprendizado.
Enfim é isso. Espero que tenham gostado, e se não gostaram que postem suas críticas nos comentários. Afinal é para isso que serve este espaço.
Abraços a todos.
Marco Aurélio
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Cantinho Girassol - Homenagem ao Dia das Mães: Neusir Índio e Professor Pedro
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Rolezinhos/ Domesticação do Consumo
Há certo tempo venho acompanhando de relance, nas redes sociais, diversas discussões sobre os "Rolezinhos". Confesso que somente há alguns dias resolvi me inteirar melhor acerca do assunto.
O que percebo é que há um enorme incômodo, por parte dos setores mais abastados da sociedade, com os tais dos "Rolezinhos". Sem sombra de duvida, os encontros dos adolescentes tem dado muita dor de cabeça para os administradores de Shoppings Centers.
Mas afinal de contas será que esses jovens não frequentavam esse espaço antes dos "Rolezinhos"? Com toda certeza frequentavam. Então por que somente agora o estranhamento?
A razão do estranhamento está na postura. A mentalidade senhorial existe no inconsciente coletivo do brasileiro. De certa forma, todos sabem qual é seu lugar na sociedade. Diante dos mais abastados e poderosos é comum uma postura subserviente. A conversa não se dá de igual para igual, apesar de toda a cordialidade, o tom é de Casa Grande para Senzala.
Sem querer, o simples ato de ir ao Shopping aos blocos, ameaça o Status Quo das elites, é uma quebra do protocolo, algo que estava fora do Script. Os capatazes podem vigiar um ou dois"favelados" zanzando pelos corredores, mas não podem vigiar uma multidão deles.
Diante da patuleia organizada a democracia acaba. É hora de descer a chibata. Para garantir o privilégio das elites e restituir seu direito de passear pelos belos corredores e galerias, livres da "gente feia e pobre", vale qualquer coisa.
A elite brasileira não é outra se não aquela da colônia. Uma gente mesquinha e grosseira, que sente vergonha da miséria gerada por ela própria. O problema dos "Rolezinhos" não é outro se não o medo do "inimigo doméstico". O medo de ter a chusma organizada bem ao seu lado.
É claro que os adolescentes que vão aos Shoppings realmente só querem se divertir. Querem usufruir do espaço de lazer erigido e endeusado pela grande mídia burguesa. A predileção desses jovens pelos Shoppings, ao invés da praça pública ou das ruas de seus bairros, é fruto da propaganda feita pela própria Burguesia.
Quem tornou as ruas inseguras, infestadas por carros, poluídas, congestionadas e ameaçadoras foi a própria elite. Vivemos na cidade projetada pelos poderosos. Quem disse que o Shoppings são o lugar ideal para se divertir foram os grandes empresários.
Então por que a surpresa ao ver os jovens da periferia frequentando os Shoppings Centers? Não era esse o objetivo? Evidentemente que era. Mas não dessa forma. Eles querem os jovens da periferia nos Shoppings, mas dóceis, de preferência com o salário do mês no bolso.
A periferia é bem vinda nos Shoppings Centers, sem dúvida que é. Mas na condição submissa de consumidor. Na condição de quem trabalha o mês inteiro para ter o pseudo-prazer de ir as compras uma ou duas vezes. O prazer de perambular pelos corredores, visualizando nas vitrines tudo que um dia irá poder comprar, se trabalhar duro. E se contentar em levar ao menos algo, de tudo o que é oferecido, sentindo-se feliz por participar da festa do consumo.
É assim que as elites querem as periferias nos Shoppings Centers. Separados, dóceis, submissos, consumindo e sobretudo invisíveis.
Marco Aurélio
Marco Aurélio
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Trabalho nem sempre da trabalho
O trabalho é visto hoje em dia pela maioria das pessoas somente como um meio de sobrevivência. Muitas vezes se tornando algo chato, sem graça e visto apenas como obrigação.
As pessoas trabalham em troca do dinheiro, muitas vezes escolhem suas profissões pela remuneração que elas oferecem, chegando até a exercer aquilo que não gostam, somente para satisfazerem aos seus desejos, mais propriamente de que suas necessidades.
Essa forma de pensar e agir, se dá principalmente por conseqüência do capitalismo e da mídia, que nos influência de que ter é melhor que ser. Ou seja, quanto mais bens eu possuir, mais serei realizado e feliz dentro da sociedade e só posso consegui-los através do trabalho.
Mas o trabalho pode ser bem mais que apenas um meio de se sustentar e viver. O trabalho pode ser encarado de forma bem mais interessante, benéfica, e útil. Você pode ajudar alguém através do trabalho, pode se divertir, se desenvolver e ter a certeza de que pode ir além daquilo de quem apenas o faz por dinheiro.
O conceito de trabalho não deve ser generalizado como um peso que levaremos para o resto da vida e sim como algo muito produtivo que pode abrir horizontes, dar espaço para novas déias, novas descobertas, crescimento pessoal. Enfim, muito mais benéficos, que no fundo sabemos que existe, mas não conseguimos enxergar por conta da ganância que temos em ser melhor que o outro sempre!
Larissa Alves em sua revolta contra o sistema!
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