quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Trabalho nem sempre da trabalho


O trabalho é visto hoje em dia pela maioria das pessoas somente como um meio de sobrevivência. Muitas vezes se tornando algo chato, sem graça e visto apenas como obrigação.
As pessoas trabalham em troca do dinheiro, muitas vezes escolhem suas profissões pela remuneração que elas oferecem, chegando até a exercer aquilo que não gostam, somente para satisfazerem aos seus desejos, mais propriamente de que suas necessidades.
Essa forma de pensar e agir, se dá principalmente por conseqüência do capitalismo e da mídia, que nos influência de que ter é melhor que ser. Ou seja, quanto mais bens eu possuir, mais serei realizado e feliz dentro da sociedade e só posso consegui-los através do trabalho.
Mas o trabalho pode ser bem mais que apenas um meio de se sustentar e viver. O trabalho pode ser encarado de forma bem mais interessante, benéfica, e útil. Você pode ajudar alguém através do trabalho, pode se divertir, se desenvolver e ter a certeza de que pode ir além daquilo de quem apenas o faz por dinheiro.
O conceito de trabalho não deve ser generalizado como um peso que levaremos para o resto da vida e sim como algo muito produtivo que pode abrir horizontes, dar espaço para novas déias, novas descobertas, crescimento pessoal. Enfim, muito mais benéficos, que no fundo sabemos que existe, mas não conseguimos enxergar por conta da ganância que temos em ser melhor que o outro sempre!

Larissa Alves em sua revolta contra o sistema!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Jornadas de Junho - A "Patuleia" vai as ruas!!!!



Muito provavelmente o que irei escrever agora não será novidade para ninguém. Não pretendo que meu discurso configure uma grande novidade as pessoas, por que na realidade não passa de uma leitura do que está se tornando cada vez mais óbvio.

Porém, refletindo, baseado no acumulo de experiências deste ultimo ano, e sob a luz das leituras que me forcei a fazer nestes tempos, conclui algumas coisas que gostaria de socializar.
É cada vez mais evidente que o desenvolvimento gerado pelo Capitalismo brasileiro, em muito baseado no Neoliberalismo econômico e entreguista, gerou cidades onde convivem duas cidades bastante diferentes. De um lado há miséria e falta de acesso a direitos básicos garantidos pela constituição federal. De outro, há acúmulo de riquezas, conforto e acesso a todas as regalias que o capitalismo pode oferecer, entretanto também há medo e insegurança.
O que acabo de dizer não é novidade, tem sido tema de debates no meio intelectual desde, pelo menos, meados da década de 90. Porém, esse processo estourou e veio a tona durante a Copa das Confederações, com as Jornadas de Junho. Hoje, vemos as principais capitais brasileiras serem palco de verdadeiras batalhas campais, onde a "canalha" disputa vorazmente o território que lhe foi usurpado e o direito a cidade que lhe é negado constantemente, todos os dias.
O que muita gente afirmava ser o fim da História, o chamado "Marasmo Neoliberal" foi abalado por revoltas em todo país. Inúmeros agentes históricos, que até então não haviam aparecido por estas bandas entraram em cena, destaque para os Black Blocs, e assumiram papel central nas lutas.
O velho discurso preguiçoso e derrotista de que partido político é tudo igual e política não serve para nada, tem perdido espaço, e as diferenças ideológicas, até mesmo na velha política do mais do mesmo, ficam mais evidentes.
Nos ônibus vejo gente falando de política, mesmo em pleno mês de Outubro, bem após o auge das Jornadas de Junho. Os vários Shoppings inaugurados na cidade atraem pessoas para as compras, mas também são alvos de críticas, e não poucas. Sorocaba não precisa de tanto Shopping, Sorocaba precisa de mais cultura.
Até mesmo os ATPC´S do professorado, da mais plena monotonia tem passado para palco de acalorados debates sobre política e sobre a conjuntura atual do país. Realmente todo esse clima tem espantado, até mesmo um velho entusiasta das idéias de Lenin e admirador da Revolução de Outubro de 1917.
Claro, espero não estar sendo utópico, embora o clima seja de otimismo, devemos ficar muito atentos e tomar os devidos cuidados. No entanto não posso deixar de festejar, por menor que seja o despertar de uma consciência maior em todos nós.
Aonde vai dar todo esse processo não sabemos, e sequer sabemos se irá para algum lugar. No entanto, o que sabemos é que somos nós os condutores da linha da História, e embora não a façamos como queremos, já dizia o velho e barbado Marx, somos nós quem a conduzimos.
Diversas forças estão em campo, e não há motivos para ninguém correr da praça. Se os Black Blocs fazem o certo ou não só saberemos ao final do processo, porém é fato que quebrar vidraças de bancos e destruir o patrimônio acumulado pelas grandes corporações soa como uma reparação Histórica - não que acredite nisso.
Afinal foram anos de ofensiva Neoliberal, de retiradas de direitos e ultrajes por parte dos nossos governantes, neste momento em que a "patuleia" ocupa as ruas para retomar o que é seu por direito, é natural que haja com violência, sobretudo contra os símbolos da opressão. Exigir que os Black Blocs tratem as vidraças dos bancos com carinho é quase tão absurdo quanto pedir que os escravos libertos arrumassem seus grilhões com zelo e fino trato após serem libertos.
Somos os agentes da História, e talvez estejamos em pleno prelúdio de um processo revolucionário, momento em que ficar em cima do muro de nada adianta. Essa é a chance que temos de retomar nosso papel de transformadores da sociedade, arrancar a força a garantia de nosso direito a cidade e transformá-la em um lugar mais justo e igualitário para se viver.

Marco Aurélio

sábado, 12 de outubro de 2013

In Case - por: Lauren Dias

In Case


Estava sentada na frente do piano em que costumávamos tocar, um dia quem sabe eventualmente ele volte, eu guardo no caso de ele voltar, sentir falta do meu amor. Fotos em meu bolso só fazem a dor voltar, mas eu as guardo no caso…no caso dele voltar, caso sinta falta do meu amor, apenas no caso dele voltar para a casa, para mim. Meu estado deplorável só reflete o que estou sentindo, só reflete o que passo.
- Não mudou nada- disse ele me fazendo saltar.
- O que faz aqui?- perguntei com a voz tremula
- Só vim entregar a chave- ele colocou a cópia em cima do piano- Bom já vou indo- se virou e caminhou até a porta.
- NÃO, por favor não vá embora- implorei em um sussurro.- Eu Amo você.
- Adeus- e com isso ele foi embora mais uma vez, mais uma vez sozinha, mais uma vez fui deixada para sangrar até morrer, sozinha, a mesma dor de ano atrás volta desta vez pior, com o coração doendo mais que qualquer pessoa possa aguentar, me levanto e saio.
Eu o perdi, perdi seu amor, perdi uma das únicas coisas que conseguiam me fazer sorrir, não sei mais quem sou, eu perdi a batalha contra mim mesma…
Eu me perdi…

sábado, 3 de agosto de 2013

All Star

A primeira namorada a gente nunca esquece
É aquela linda e franzina guria
Que se conhece na quermesse
A primeira namorada a gente nunca esquece
Coisa inocente
All Star
Beijos
Abraços
A gente nunca esquece...


Marco Aurélio

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Não entenderão e não passarão


Não entenderão e não passarão
As permanências se romperão
A bandeira tingida de sangue
O sangue seca e enegrece

A classe não tem nação
A luta é na rua
A paz é um sonho
Um sonho ensanguentado

A sede e a caminhada
A ordem esfacelada
Os brados dos bravos
Os solavancos nos percalços 

Não entenderão e não passarão 
O mundo há de ser novo
A vida há de ser bela
A quem incomoda o acesso à ela?

OTÁVIO SCHOEPS

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Enfim, a Luta
















E entra,se senta pedi um café.
Senti o ar gelado lhe acolhendo,
Faz frio.
Se apega a olhar uma antiga foto ,um sorriso.
Uma lágrima.

Olha pela janela,a vida caminhando juntamente com os ponteiro de seu relógio.
Senti uma vontade que não sentia a muitas primaveras.
Se cala.
Repensa,novamente senti o café,forte e doce lhe mostrar muitas lembranças.
Uma lembrança.

Olha novamente para janela,percebi a fumaça...
Se levanta,senti o ultimo e mais gostoso gole de café descendo.
Indecisão.
Abre a porta,acerta seu capuz,sua bandana e se coloca a olhar...
Medo.

Passa a mão em seu rosto e senti os pingos da chuva,isso o fez correr?
Passa mão nos olhos e senti o fogo de um ódio queimar.
Gás
Respira fundo e se lembra que não está sozinho,aqueles pingos não apenas o molham,
Mais lavam sua alma no campo de batalha,sozinho?Nunca.
Orgulho.

Thiago Bassi


domingo, 14 de julho de 2013

Ordem Inversa

A pirâmide desaba, as ordens desmandadas
O inverso é engraçado, a elite é vagabunda, apenas explora e acumula
O policial é vagabundo, são cães sádicos do Estado
O repórter da mídia corrompida é vagabundo, representam a alienação política
A vidinha feita de escolha, a escolha foi feita, você é um vagabundo sustentado num sistema sujo
E a pirâmide desaba, a luta começa de forma torta
A pirâmide agora em chamas, ao horizonte não se vê o vértice
E o sentido da vida de uma vida sentida, a liberdade conquistada, nunca concedida
O caos, o fogo, a ideia e a matéria
Verão ao fim de uma noite longa e iluminada pelas bombas

Uma nova luz

OTÁVIO SCHOEPS

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um Relato da Militância - Por Alan Diego Peniche

Olá,

Venho aqui fazer meu relato do dia de hoje (02/07/2013).
Estive presente no ato e vi cenas que me causaram satisfação e surpresa.

Vi pessoas com ideais, que não quiseram baixar a cabeça diante de um estado corrupto, opressor e fascista. Este estado, representados com seus instrumentos de coação, porcos fardados e pau mandado, não por opção, mas por obrigação e com mentes moldadas a servir à pequena massa, não à população.
Primeira tropa, segunda tropa (Choque), terceira tropa (Cavalaria) e quarta tropa (Comboio de viaturas). Prontas e a postos para sufocar quem apenas quer ver seus direitos cumpridos, seus impostos bem aplicados e sua voz sempre ouvida.

Ouvi comentários de que após a ponte da Raposo, no Jardim Tatiana, haviam manifestantes gritando por atenção. Atenção essa não dada num dia comum...
Disseram que a policia estava impedindo que a população de se manifestasse por lá. Convidei então meu amigo Bassi, para que me acompanhasse até o outro lado na ponte, com a intenção de fazer um link entre os dois atos, e fomos.
Durante o caminho já era visível a massa de militares impedindo o cidadão de se juntar ao movimento da Armando Panunzio, de ir e vir como bem entender.

Cheguei na boca do bairro e não vi nenhum movimento, a não ser de alguns retornando da tentativa fracassada de passar pelos PM's.
Parei alguns deles e questionei o motivo do retorno. Me disseram: "Não estão nos deixando passar.” Eu e meu amigo nos revoltamos, "Como eles podem fazer isso?". Logo perguntei para o mesmo se ia ficar assim, como está. Me respondeu com um sorriso no rosto, "Não, vamos fechar isso tudo".
Senti que não estava perdido, e não estava!
O primeiro se dirigiu a estrada Sorocaba-Salto de Pirapora e fez sinal para que os carros reduzirem a velocidade, e assim pararam uma das vias. Corremos junto a ele.

Em meio a confusão, gritei para fazermos uma corrente. Assim foi feito, juntou-se a nós mais alguns, aproximadamente 9.
Sabe o mais legal? É que a corrente não era o suficiente para fechar a estrada por completo, então vi um grupo de 4 ou 5 crianças, de 12 anos +-, correndo em nossa direção e dando o braço, para trancarmos as vias. Preocupei-me em por a vida deles em risco, mas fizeram questão, então deixei. Senti orgulho e esperança em saber que pode vir uma boa leva de cidadãos por aí. Ao contrário de uns marmanjos, que preferiram ficar em cima de um morro, falando que éramos loucos e nos pedindo para liberar a pista, aqueles pequenos vieram.
Pensando bem, não os culpo, é compreensível. Quem conhece o bairro, sabe como foram acostumados a serem esquecidos.
Me lembra o povo de um certo país, aquele que vai ser sede da Copa da Fifa. Pelo menos eles estão começando a ter consciência.

Dois carros partiram para cima de nós, que foram chutados e vaiados pelos presentes. Após alguns minutos, um caminhão avançou em nossa direção. Fizemos gestos para que parasse e entendesse nossa manifestação. Ele gritou: "Tenho pressa, preciso fazer essa entrega". Automaticamente respondi para que ligasse para sua central e avisasse que estava em meio a uma manifestação. Insistimos, e assim fez.
Eu e meu amigo vimos nesse caminhão uma ótima maneira de ser mais efetivo no movimento, pedimos para que nos ajudasse, deixando veiculo na transversal da estrada. Ele deu uma leve ré, era próximo ao que queríamos, mas o necessário para impedir que outros automóveis tentassem furar o bloqueio.

Desde o inicio do bloqueio passaram-se uns 20, 25 minutos, e logo veio duas viaturas e seus cacetes apontados em nossa direção. Infelizmente não podíamos resistir, além de serem poucos os efetivos manifestantes, 15 +-, tinham menores no meio. Uma resistência naquela situação seria irracional.
Conseguiram nos dispersar, mas mais tarde fiquei sabendo que causamos alguns quilômetros de congestionamento. O que é ótimo, afinal, com toda aquela força militar contra poucos manifestantes era injusto, e qualquer dor de cabeça que pudesse-mos causar era bem vindo.
Meu amigo me fez pensar, por que no ato de quinta-feira (20/06) não colocaram toda essa força na rua? Não são burros, né?! Aquela tropa toda não daria conta... É mais fácil inibir assim.
Tudo bem, é só o começo. Vai aumentar!

Na volta, nos deparamos com a mesma PM nos impedindo de voltar ao ato principal, dizendo que se passássemos por eles, seriamos recebidos a borrachada pela tropa de choque. Meu amigo gravou, estará na internet para quem quiser ouvir...

Junto ao manifesto da avenida Armando Panunzzio, descemos em direção ao Fórum Velho e vimos lixo jogado pelo chão, com a intenção de nos taxar de vândalos. Coletamos e o colocamos na calçada. Logo vieram os moradores dizer que foram os Amarelinhos. Sim, aqueles safados que ganham para multar, e não para fiscalizar o transito.
Detalhe na equipe de reportagem, que vira e mexe tiravam fotos de nós. Torço com junto à minha inocência de que não distorção a realidade, pois tinha uma que só tirava foto dos lixos que largaram pela avenida, provavelmente para rotular negativamente o movimento. Como se já não nos humilhasse em demasia postando nossa luta em sua mídia manipuladora, que prefere a estória em vez de história.

Para finalizar minha "fala", gostaria de dizer que a palavra do dia é ORGULHO. estou orgulhoso de tudo que aconteceu hoje, das crianças, do caminhoneiro que foi compreensível e colaborador, da população que sinalizou a aprovação de nosso manifesto e de todos os companheiros que estavam presentes na luta.
A juventude é a revolução!

por Alan Diego Peniche.
vulgo Peniche.