domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ruído do Silêncio


Um belo dia Felício ia para sua aula na faculdade, como de rotina já saia do trabalho e ia direto para economizar alguns trocados para seus cigarros e porque também não podia esbanjar tanto assim. Sua aula era de Linguagem e Interpretação, ótima e ele apreciava com louvor.
Em certo momento seu professor ao retornar do intervalo, senta-se em sua cadeira a frente dos alunos e começa a discorrer sobre o governo de São Paulo e sua educação fajuta, fora uns 30 minutos de indignação por parte de seu professor, assuntos vão sendo cogitados. Uma colega de sala expõe seu ponto de vista falando que a culpa não é só apenas do estado e sim dos diretos de escolas que não sabem usar as verbas adequadamente e que os professores não correm atrás de uma especialização porque apenas não querem.
Felício acompanhava a discussão em silêncio e criando sua própria opinião, mesmo que sendo fajuta era sua opinião, só que em um momento que sentiu abertura para expor preferiu ficar em silêncio, não adiantava falar com as portas da vida.
Porém seu pensamento era igual da época da ditadura, só que sem risco de morte, levar os funcionários da educação, estudantes, familiares, tudo em prol de uma adequação melhor das escolas estaduais, pois ele se lembra de quando cursava seu ensino médio, na própria escola havia os alunos que a degradavam.
Porém o silêncio como ele mesmo pensa é uma linguagem para sábios, apenas os sábios costumam ficar em silêncio diante de um dialogo.
Mas quem sabe alguma voz firme leia suas palavras e pense, reflita e crie uma ideia melhor do que seria educação ideal, preparação ideal dos professores e acima de tudo, uma justiça real que não apenas pense em encher seus bolsos e sim encher nosso país de capacitados para que não sejamos taxados de macacos e mongóis fora do país.
Felício sonha, espera e quem sabe um dia isso venha a calhar, enquanto isso fuma seu cigarro, toma sua cerveja e aguarda o dia D, o dia em que tudo irá virar DEMOCRACIA!

Felício Triste,
São Paulo, 30 de Abril de 2009.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Contos, Causos e Crônicas do Índio - Violência Zero























Noite linda. Lua, planetas. Não tem poluição a ofuscar o brilho dos astros. A olho nu vemos Marte, Vênus, Saturno e a imensidão da Via Láctea. Aqui em baixo os casais estão sentados em cadeiras de balanço, nas calçadas, enquanto os filhos obedientes brincam de pega pega, roda roda, e passa anel; isso em plena via pública.
É possível, pois já é tarde da noite, já passam das 21 horas e não existem motoqueiros empinando suas possantes máquinas e maus motoristas a atropelar cães, gatos e nossas crianças.
Os televisores, computadores e celulares estão desligados, as perigosas máquinas não mais serão acionadas.
Não tem pornografia na tela e nem venda de assinaturas p/ espiar os confinados, até poderia, pois o BBB do Bial não é imoral: em vista desta paz acabou o divórcio.
As pessoas com papeizinhos brancos caminham de mãos dadas. O moço descalço também, apesar da cor da pele.
Tenho que pedir perdão, ninguém maltrata animais, todos são fiéis tão qual o cão. O único mentiroso sou eu, tenho urgente que retirar do Lâminas os textos violência I, II, III e IV.
Eu menti, logo eu!
Dona Ninha e Maberia sempre me ensinaram a ser honesto e não mentir, para agradar a tupã e ser protegido por ele. Logo eu!
Perdão mãe, perdão, tia.
Acordei! Droga!
Como é bom sonhar.

Texto dedicado aos que odeiam Índios.


Para visualizar meus outros textos, com maior facilidade, digite " NEUSIR - ÍNDIO " no campo de busca.

Autor: Neusir - Índio.

Contos, Causos e Crônicas do Índio - Carnaval?


Estávamos em pleno carnaval.
Disseram, eu não vi.
Os gringos quiseram e vieram para vê-lo.
Penso por que saem de tão longe para ouvir os repetitivos sons dos tambores.
Penso um pouco mais e percebo que bundas e peitos são mais atraentes que as paradinhas das baterias e os repiques dos tamborins.
Se puder dar umas apalpadinhas, a viajem valeu a pena.
Será que os forasteiros tem muito dinheiro e não sabem aonde gastar, ou como nós contam e guardam moedas o ano inteiro, para descer a Serra do Paranapiacaba e dar uma salgadinha de três dias na nossa?
Também temos bunda.

Lamentável será deparar com um luxuoso navio invadindo a praia.
Não temam os tubarões!
Voltem sempre, Hermanos. Gracias.



Autor: Neusir - Índio.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Estado brasileiro

Tem coisa mais inútil que o Estado?
O Estado é um mundo de faz de conta
O Estado faz de conta que é para o nosso benefício
Alguns fingem que acreditam e enquanto outros acreditam
Como descrever o Estado brasileiro? Pensei nisso:
Imaginem um homem que acorda cedo e vai trabalhar receber uma miséria, sendo explorado com um sorriso enorme no rosto, pega ônibus lotado, e quando chega, no trabalho é esculachado, o chefe só não come ele, pois acha ele feio, mas come a mulher dele e a filha dele. Mas quando esse mesmo homem explorado e esculachado, quando chega, em casa as coisas mudam, lá ele é o chefe, autoritário, sádico e soberano. Bate na mulher, nos filhos, nem o cachorro escapa, porém tem medo dos vizinhos, bate sem muito escândalo. Esse é o Estado brasileiro comandado pela elite mais pobre, sádica e mesquinha do mundo.

Essa é minha visão sobre o Estado brasileiro.


OTÁVIO SCHOEPS

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Contos Causos e Crônicas do Índio - Violência IV



- Você vai ficar cego, ou até amputar as pernas se...
Chocante e infeliz observação fez o pai ao flagrar a criança que pretendia abocanhar o irresistível chocolate.
Quisera eu neste momento estar iniciando apenas mais um conto do Índio, ou que fosse uma crônica de um fato isolado da cidade que cresceu de forma desordenada. Seria menos comovente e preocupante; mas não é assim.
Quantos menores em formação de sua personalidade são repreendidos com colocações tão fortes e nem sempre verdadeiras.  As consequência para o futuro do menor poderão ser desastrosas. No caso ora citado o progenitor gritava com o filho de tão somente quatro anos de idade. Creiam!
Não pretendo exagerar na minha modesta opinião, todavia comparo tais atitudes a atos violentos, não menos que o enforcamento do bebê com o próprio cordão umbilical, cuja autora foi a mãe. A deformação do rosto do homossexual corroído pelo ácido atirado de um veículo; a morte do Galdino, ou o punhal que sem piedade é cravado no coração do leitão que chora e implora pela vida, pois ele e ninguém gostaria de ser transformado em salsicha, presunto ou torresmo pururuca. Sentem seu sofrimento seus pais e irmãos até que chegue sua vez. Não faltará freguês.
Violência é violência não importa contra quem, ou o quê. Se forem anotadas em folhas de papel e colocadas lado a lado, as crueldades que saem da boca, em poucos dias, dariam para cobrir toda superfície da esfera azul. Porém...

"Imagine all the People / Live the life in peace - Lenon"

Imaginemos que os pedaços de papéis no solo sejam os habitantes de mãos dadas caminhando para a mais alta de todas as montanhas em busca de paz. Lembraremos do velho que desceu a terra, para consolar o menino, que chorava a perda dos irmãos e disse:
- Temos que chegar lá pelos caminhos tortuosos, estes nos fortalecerão na vida que se iniciará.
Apontava para as nuvens o homem de longas barbas brancas.
Neri Jori entrou na manilha e dormiu sorrindo, como se estivesse na mais confortável das moradas.


Profº Pedro valeu! 15 anos! A imagem foi oportuna. 
Nota do Índio: Coordenador do Lâminas, o jovem docente, colabora na escolha das fotos publicadas em contos causos e crônicas do Índio.



Autor: Neusir - Índio

Contos e Causos do Índio - Violência III

Matam baleias, seus fetos e filhotes. Os bois, as vacas e os vitelos. Onças, antas, e lagartos. Leões marinhos, focas e ursos polares, gorilas. Não escapam nem os gigantes; zebras, girafas e elefantes.
Sofrem ainda mais os pequenos; jaguatiricas, saguis e catetos.

Derrubam palmeiras, cedros e jacarandás. Destroem toda a floresta. Agonizam os pássaros, calangos, jararacas e urutus. Desaparecem até os Urubus.
Secam os rios, fogem os sapos, rãs e grilos. Ninguém sabe para onde foram os peixes.

Pedem socorro as crias, nada podem as mães, pois iguais a eles também estão:
- Morrendo!!

- Que mundo tão civilizado é esse?

- Que espécie de inteligência é essa?
Gente?
- Dementes?
Um dia serão julgados e castigados pelas enchentes. A natureza, enfurecida, cobrará justiça em favor da fauna inocente.

Dedico ao Prof. Pedro, Schoeps e Neri Jori Francisco.



Autor: Neusir - Índio.

Sobre a míseria da existência

``Fui posto a caminho entre a miséria e o sol”
(Albert Camus)

Quanto ao fato de sermos homens nos traz culpa e angústia e toda sorte de sentimentos comuns ao nosso cotiadiano podemos exigir o que de nossa vida além de uma revolta anterior a nossa vida.
A miséria humana é espalhada por toda a terra e podemos observar todas as condições dos homens frente ao desespero humano não existe precedentes na sociedade moderna em que podemos ver o homem extremamente em descompasso com sua vida não podemos vislumbrar nada apenas podemos ver a cada dia nossa míseria forçando cada vez mais nossas mentalidades.
Não podemos exigir soluções da vida ela não nos traz nada mais que uma realidade invertida mistificada pela sociedade mediada pela modernidade podemos então escapar as soluções do cotidiano nos revoltando frente à realidade da miséria humano física e existêncial frente ao sol debaixo dessa estrela radiante.
Talvez nada possamos fazer apenas a revolta nos é dada como solução onde a vida é um caminho de miséria em que todo homem passa sem estar imune as condições materiais e vivências dessa experiência.


Bruno Neto 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Os homens e a terra


A terra, a posse e a violência
O terno, a gravata e a caneta
A farda, o capacete e a arma
Sobre a terra caminham homens

Homens de olho na riqueza da terra
Homens que enterram os empecilhos
Na mesma terra, sempre ela
Terra bendita explorada por malditos

O brilho do ouro, do diamante
E o doce líquido negro
A maciez do papel moeda
Na terra, o sangue e o suor

A terra, a posse e a paz
O uniforme, o martelo e a foice
O parco pano, a coroa e a cruz
Sobre a terra caminham homens

OTÁVIO SCHOEPS

Muitas pessoas

São muitas pessoas
Como ter confiança
Alguém caçoa
Quebra a aliança

E são muitas pessoas
Ora ligando, ora rompendo
A massa nada diz e se diz caçoa
A massa se espalha correndo

E são muitas pessoas
Aqui a liberdade é  
Estar preso a conceitos
E alicerçando pré-conceitos

E são muitas pessoas
Tem que ter um sentido
E que não seja criado ao acaso
Para não nos sentirmos rendidos

OTÁVIO SCHOEPS

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fevereiro / Graças Mãe / Vida Operária


Eram 3:20 da madrugada do dia 17 de 1990 - um sábado. A operária, grávida de 9 meses, saía de sua casa para mais um dia de trabalho. Naqueles tempos a empresa só dava 4 meses de licença, e ela resolvera trabalhar até que seu filho nascesse, para poder ficar 4 meses em casa.
A tecelã sente dores, mas acredita que são dores de coluna, resultado do trabalho estafante que desempenhava na fábrica. Porém, logo percebe que era a hora do parto, então se encaminha para o hospital mais próximo.
O trabalho na fábrica era exaustivo, além dela muitas outras mulheres trabalhavam na produção, sob telhas de zinco, em um calor insuportável, elas carregavam pesados rolos de fios e reabasteciam os teares. Haviam ventiladores que lançavam jatos d´água, no entanto estes nunca eram ligados pois havia o risco de cortar os fios. O bem estar da mercadoria tinha maior importância que o dos operários. Quanto sofrimento as paredes de tijolos vermelhos daquela fábrica testemunharam.
Por volta das 8h da manhã nasce o bebê da jovem operária. Era um menino, nasceu saudável e com os olhos curiosos, observava tudo. A mãe sabe que naquele dia começaria uma longa missão, ou seja, sustentar e educar o menino até que se tornasse homem. Uma difícil tarefa; porém nada diferente, não para uma operária, as tarefas nunca são fáceis na vida de uma operária...


"Já se passaram 22 anos. Hoje o bebê dessa história - 100% real - é um jovem. Um jovem que tem muito a agradecer a essa operária.
Muito obrigado mãe, a senhora é a grande responsável por eu ter chegado até aqui e poder escrever estas linhas. Obrigado por tudo. Obrigado por todos os sacrifícios e privações que passou por minha causa."


Marco Aurélio


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cigarro

"Salve Salve leitores do Lâminas Verbais. Hoje teremos a participação especial do aluno de letras e fumante - Lucas Ribeiro. Espero que gostem."
Marco Aurélio




Um amor que podemos comparar a um cigarro, no anseio de ser fumado. Tudo começa com o movimento de tirá-lo do maço, muitas vezes pegamos sem pensar outras vezes escolhemos, nem que seja por um milésimo de segundo escolhemos o cigarro que iremos pegar, é meus caros tudo isso se passa.
Logo depois o acendemos, numa boa, mas em compensação o movimento que o isqueiro ou um fósforo há milhares de coisa, o atrito a combustão que é gerada logo temos a nossa chama, imediata que seja, conseguimos ascender nosso cigarro assim como conseguimos ascender a chama do amor que existe entre nós.
Vai se passando acendemos e começamos a fumar, nossa que sensação que alivia a alma após algumas tragadas assim também é a sensação que temos quando beijamos nossa amada, a cada segundo que passa esse amor fica gasto assim com o cigarro que vai acabando.
A metade do cigarro é o que podemos dizer o meio de um namoro, onde tudo está ficando bom para enjoativo, mas continuamos porque nossa chama está acessa, puxamos a fumaça, tragamos e soltamos, é assim com as brigas que amenizamos o clima para que não haja mais nada e possamos seguir nossa vida juntos.
Quando começa o final acho que para muitos é a pior parte, aonde entramos em desespero para que acabe logo e tenhamos paz, não aguentamos mais essa rotina de puxar a fumaça, tragar e soltar, já cansamos das brigas e de tudo que está ocorrendo a nossa volta e por fim quando chega no filtro, que parte triste creio que seja a pior é quando a chama que estava dentro de nós está apagando e já iremos jogar fora para renovar, é assim que ocorre se ponderarmos o amor dessa forma, logo não sabemos o que iremos fazer se continuamos mesmo com as brigas ou paramos de vez, digamos que com o cigarro ocorra algo do gênero de acender outro para recomeçar o ciclo citado acima, mas chega uma hora que seu maço de cigarro acaba e não sabe mais o que fazer, se compramos um da mesma marca ou inovamos porque a mesma marca não está surgindo efeito entre nós.
É assim com a vida, podemos ir renovando algo até realmente enjoarmos ou inovamos de vez assim podemos ter um novo prazer para nos cercar.
Bom é isso, para meio entendedor a palavra basta, estava fumando meu doce cigarro enquanto transcrevia essas linhas, infelizmente meu maço acabou, devo trocar de marca ou insistir no mesmo não surtindo tanto efeito e vocês fumantes, o que fariam no meu lugar, trocariam de marca ou insistiriam, esse é o enigma da vida, que podemos dizer que é o enigma do amor.

Sorocaba 27 de Junho de 11
Lucas de Cassio Ribeiro Flavio

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Pouco hoje

Só ou não
O quarto vazio
Um terço já esquecido
O meio perdido

E tudo gira,
Gira e cai,
Cai em si
Que pouco mudou

Correr e abraçar o cotidiano
Um abraço forçado e sufocante
Correr mesmo com as pernas bambas
Abraçar uma possível segurança

Essa cultura instintiva
Esse destino mal escrito
A distância do sol e das estrelas
A permanência da incerteza

OTÁVIO SCHOEPS

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Contos e Causos do Índio - Violência II


Pinga com Cobra...Cérebros de símios servidos nos próprios crânios, enquanto o corpo reluta pela vida...petiscos de siris que andam sobre a mesa...vitelo faminto confinado, logo é tenro bife empanado...a fêmea fértil do sauveiro, transforma-se em suculento iça forrado...
Não teríamos espaço para enumerar tantas receitas da culinária bizarra, tão normal de acordo com a cultura de cada povo.
...Mais de 73 milhões de tubarões são pescados a cada ano; agonizantes são devolvidos na água e a sopa de barbatanas é colocada nas tigelas para manter a tradição milenar; de poucos filhotes, erroneamente classificado como o terror dos mares, uma das espécies mais antigas do planeta, sem leis internacionais que a proteja, nada rumo a extinção.
E dai? Se por aqui gabam-se os que tem salmão, cedo à tarde ou a noite. Feliz é a sagrada vaca lá na outra parte do mundo, no entanto não tem a mesma sina o cão; se não é maltratado, será comercializado em açougue ou mercado. Sua carne tão saborosa, é comprada ao costelão, cupim e picanha de boi, na churrascaria do lado de cá.
E o índio?
Não importa se foi o dono da terra do novo continente, se cochilou, churrasco também será. " Essa criatura rara de nossa fauna, não merecia ter sofrido tamanha atrocidade... Protesto, ele dormiu em local impróprio, os meninos só queriam se divertir, não tiveram em nenhum momento a intenção de cometer homicídio. Peço a absolvição de meus clientes, senhores jurados..."
Jovens da burguesia atearam fogo ao corpo do cacique que dormiu em um banco no perímetro urbano. O ato impensado, culminou em óbito - dias depois. ( Trecho da obra fictícia ainda não publicada: "Duas vezes Índio" ).

Empolgado, o profissional responsável pela acusação dos assassinos atrapalhou-se ao dirigir-se aos jurados, tudo ficou tão fácil então, para o experiente defensor contratado.
Ficção e realidade se confundem; a vida de um ser humano pode ter o mesmo valor de uma cesta básica, ou um fim de semana de trabalho comunitário, depende do lado do globo em que *"o vulto do mal" estiver.

Por mais que tentem explicar, não entenderão as brechas nas leis dos civilizados, os selvagens que só querem viver em paz e que a justiça seja feita.
Yamamoto, não podemos ser apenas uma ou duas gotas brandas que caem das folhas em noite de sereno, enquanto a água do mar continuar tão salgada.

Não tema os tubarões!

Sucesso!




*Vulto do Mal: Personagem que sai das trevas para cometer crimes em noites claras.


Autor: Neusir - Índio

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

EM BREVE O TEXTO "VIOLÊNCIA II"

Aguardem, em breve uma nova publicação de Neusir - Índio sairá do forno.

Abraços.

Equipe Lâminas Verbais

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Um Soneto para a Educação

                                                            Foto de: Samantha Bittencourt.

Professor é o cara que todos reconhecem,
mas poucos dão o devido valor.
Professor é o cara que paga conta igual todo mundo,
mas que querem que trabalhe apenas por amor.

Professor é um cara que esteve na vida de todos,
quem não se lembra daquele bom Professor?
Professor é o amigo e o carrasco de todos,
como seria nossa vida sem nenhum Professor?

Professor é João, Marco, Otávio, Lucas.
Professor é Coragem, é Garra, é Luta.
É Pedro.

Professor é tantas coisas que nem sei dizer.
Porém Professor não é máquina.
Precisa comer, beber, dormir, sonhar...viver.


Marco Aurélio

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Era de se esperar

Era de se esperar
De comum os defeitos
Uns a controlar seus feitos
Outros a deixar aflorar

Era de se esperar
A vontade passar
E passou...
E aquilo que queríamos,
Já esquecemos

Era de se esperar
Outra vontade chegar
Com os mesmos dissabores
Que satisfazem o ego

Era de se esperar
A calma chegar
A esperança controlar
O mal calar

OTÁVIO SCHOEPS

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Contos e Causos do Índio - Violência I



É louvável a iniciativa da jovem Susan Yamamoto, idealizadora da ONG Adote um Gatinho. A moça descobriu trinta e nove cães e gatos morrendo por envenenamento na Vila Mariana, na capital. Conseguiu salvar alguns. As ONG´S pedem rigorosa punição àqueles que maltratam animais.
Sou solidário a causa , no entanto, temos que admitir que somos minúsculos grãos na areia da praia. É desconfortável aceitar que atos considerados, por nós, ilegais, variam de acordo com cultura de cada nação.
Eliminar cães ferozes que atacam Ovelhas, Lebres, e Frangos, a nosso ver é crime, pois pretendíamos vender a lã, peles e ainda saborear a carne das vítimas dos pastores alemães.
Soltamos fogos de artifício para anunciar a chegada de cada ano, mesmo sabendo que pássaros se perderão fora do ninho e os filhotes morrerão de fome. Os cães ficam enlouquecidos até que seus tímpanos percam as funções.
Comemoramos o Natal sacrificando milhares de reses, suínos e galináceos, para abastecer a farta ceia, onde tem frango recheado com farofa e ovo cozido no orifício. Achamos tudo tão belo, até o leitão em pé sobre a assadeira com uma batata na boca fica maravilhoso; tão cheiroso e apetitoso ele é.
Não é raro depararmos com pássaros mortos de sede olhando para o recipiente vazio em minúscula gaiola. Compraremos outro para o filhinho chorão que não irá alimentar o bichinho mais uma vez...

Autor: Neusir - Índio